SE JOGAR.

[daqui de casa dá pra ver o mar de Copacabana distante e estas redes de proteção impedem-me de fazer algo mais brusco: como me jogar. daqui de casa dá pra ver a Lagoa bonita. outro dia eu mostro. mas esse negócio de rede não era pra mim. nunca foi. apesar de ser um suicida em potencial. era pra Marina, quando era pequena. por que as crianças têm essas propenções aos abismos?]


Matei um homem e
Uma mulher
Comi-os de colher
E vomitei um poema
Outro dia também me mataram
Mas me comeram de garfo e faca
Saí pelas fezes
Calmamente
Como quem nasce
Lentamente
Usando um disfarce
De gente
Vestia Negro como a noite era negra
Me confundia com ela
Até que viramos a cadela
Que defecava no tapete
Um bilhete
Ela me veria de estilete
Um outro Valete
A queria de sapatos altos
Alguns fatos são menos exatos
A poesia é um fetiche
Quando ela existe
E o poema é só o princípio
De um precipício

Monday, November 12, 2007

2 Comments:

SAMANTHA ABREU said...

se não forem essas grades, serão outras...
estamos cheios delas...
Adorei!



tem coisa nova hoje no Falópio:
Eu e um crime passional
VERSOS DE FALÓPIO
http://versosdefalopio.blogspot.com/

Apareça!

um beijo!

Anônima said...

"E o poema é só o princípio
De um precipício"
?
então pula!

 
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