SINUCA.

Rosane Vilella, eu e Suzana Vargas.


Os cheiros que eu escuto são cheiros de oito ventos.
O nada também tem seu cheiro. Todos têm o cheiro
da morte. Ontem vieram duas amigas aqui em casa.
Ontem mesmo me aceitei como eu sou. Estar numa
sinuca não é para qualquer um: ainda mais para um mau
jogador como eu. Não é que seja mau, pelo contrário,
é que não entendo nada de sinuca e só sei que devo
tocar uma outra bola de cheiro que não está na minha
frente. Alguma angústia pode virar paranóia e algum
dia destes não estarei por aqui. Outro cobertor de cheiros
pode me cobrir até a morte. Pouco importa se tem cheiro
porque já disse aqui (neste poema ridículo) que o nada
tem seu cheiro e em mim tudo cheira e pra mim tudo
também cheira. Só não sei como acertar essa bola que
esta diante de mim (tão redonda) (tão bonita) e (tão azul).
É o planeta Terra que me abandona todo o dia cada vez mais.

Thursday, March 20, 2008

2 Comments:

YEHUDA said...

e você é um chorão de primeira
você uma bola no meio de duas belas
entra numa caçapa e me deixa com elas

Fenridal said...

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