O NADA AO QUADRADO.

Roubaram os óculos de D.
Na praia ele já não vê o mar.

Também, por que está de costas
para as ondas ou meio de lado?

D. está de pernas cruzadas q
se misturam como se fossem

uma só. Que se desequilibram
equalizando: toda madrugada é

uma só. Passo por ele e sento ao
seu lado. Dou uma topada numa

pedra portuguesa quando levanto
e digo tchau. Empresto-lhe meus

óculos. Mesmo assim ele não me vê
e nem o mar que é todo você.

Thursday, October 02, 2008

2 Comments:

yehuda said...

se le não te vê
sabe quem você é
te conhece e agradece
de estar sempre perto

paulo de toledo said...

mano, fico muito contente q teu livro finalmente virá à luz. parabéns e muito sucesso! abrações

 
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