Crispim Duarte era uma menina doente. Pelo menos era o que ela descobriu depois de fazer alguns exames de rotina. A rotina eram os exames de rotina. Até ser abduzida e curada por um et. O et se casou com ela e eles foram felizes até ele morrer dois dias depois de ela ter sido curada. A doença passou pra ele. Ele passou. Hoje ela ta casada com um elefante que lhe dá banho todo o dia. Assim ela vive com uma tromba: duas trombas, pois nasceu na sua boceta um pau em formato de tromba. Eles se comem e são felizes. Pelo menos foram felizes até o elefante morrer de cirrose. Casou de novo e ficou grávida de um pterodátilo. Que saiu de seu corpo voando. Levou-a para Terra do Nunca. O Peter Pan se apaixonou por ela e a Sininho fugiu com o pterodátilo. Crispim Duarte aguardou o nunca como sempre. Até que o nunca aconteceu e eles foram felizes. Pra sempre foi muito tempo. Todos morrem. Inclusive quem me contou esta história morreu ontem de algum mal ingrato. De alguma dor que aconteceu do nada. Morrer do nada é a melhor morte. É como se nunca tivesse existido nada aqui ou nunca aqui. Cacofonia é o nome do caqui que como agora entre uma palavra e outra.

Thursday, June 05, 2008

2 Comments:

YEHUDA said...

GENIAL, GENIAL, GENIAL!
que NADA perturbe seu sucesso que está a caminho
abraço

Cássio Amaral said...

Sem palavras...

Muito bom, e os poemas embaixo também.

Abraço.

 
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