Eu sou um museu
Tenho uma filha com nome de furacão
Uma mulher com nome de vulcão
Uma farmácia particular
Um corpo pra me distrair
E dois copos de vidro
Um eu quebro
E brindo com o outro
Dentro do meu museu há um zoológico
Há um parque de diversão
Um cidadão jogando paciência
E um cientista se fingindo de importante
Há vários covardes como eu
Alguém bebe leite quente
Palavras se devoram dentro da boca
Há um homem vestido de burro
Um burro vestido de homem
Mandei tudo a merda
Mas um pouco de mim foi junto

Tuesday, November 14, 2006

3 Comments:

elaine pauvolid said...

gostei muito.
gostaria de colocar em aliás.
gostaria de saber se posso.
viu como eu gostei bastante...
beijos

cássio amaral said...

Rod,

Muito bom como todos cara.

Seu desfecho é cortante e bacana.

Grande abraço brother.

Rodrigo said...

Sou Rodrigo, e co-edito o www.deigualaigual.net. Gostei do seu blog. Peço que visite o site(que é, entre outras coisas, uma comunidade de blogs). Se você quiser fazer parte, pode entrar em contato comigo pelo rodrigo@deigualaigual.net Obrigado. Rodrigo Lima

 
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