CONSIDERAÇÕES SOBRE ESPAÇO E TEMPO.

Tatuagem como o enigma de uma lembrança que se repete e vira um trauma,
colada ao corpo como uma roupa de látex escura, quase-negra ou quase-branca,
decalque fácil de alguma figurinha de que me lembre quando criança,
dessas que estavam no chiclete bola e que me faziam criar uma lágrima toda a vez que explodia.
Marasmo envolto neste dia em que me lembro de lembranças que se repetem.
Alguns tatuís na mão do garoto que fui estão indo para a panela do sempre.
E estão a circular na memória passiva dos dias que virão.
Saudade é a palavra mais exata para este instante de criação. Já fui melhor em todos os sentidos vários.
Já fiz zigue-zagues imperdoável feito algumas moléculas de hidrogênio e oxigênio.
Hoje quero escrever nas águas do ontem e só apenas relembrar que fui um dia alguém.
Não sendo o nada e sendo o sempre o poeta pode olhar no espelho e não ver refletida nenhuma imagem.
Abre-se em alguma palavra alguma canção alguma nota de dez reais.
Fechado no oriente ocidental e tentando ser mais que uma quimera do hoje.
Sonâmbulos de alguma forma somos todos vampiros de emoções furtivas.
Há alguma avaria no cérebro que aqui escreve esta novidade sem novidade e
então é cair no ostracismo de mais uma manhã.
Talvez alguma estrela possa brotar do chão no céu do sol. Também esperamos que você se encontre em alguma noite dessas e feche o circulo.
Em algum idioma que não entendo minha lucidez está perdida.
Era como se eu quisesse falar as coisas que sempre falei de outras formas: na forma de um relâmpago ou da estática profunda que provoca um acordar sempre até o último dia.
Não entendo o que quis escrever, mas está escrito e se é algum enigma para mim e se o poeta não entender que estou falando dele, foda-se.
Interceder: ser ao mesmo tempo o ser e o não ser.

Monday, August 11, 2008

2 Comments:

yehuda said...

não dificil entender o sumiço
dos tatuis
não é facil lembrar - se que ser poeta
é dureza para qualquer um
e o circulo se fecha sempre
é o mal que acontece quando
menos se espera
entender o que se escreve é o mesmo que entender o vôo do bezouro
do resto a gente sente

Anonymous said...

Olá!!
Vim lhe fazer uma visitinha!
Beijos
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