desenho meu e poema.
Entrou pelo meu ouvido uma mosca e uma tarântula e uma borboleta. Saiu um poema. Bem pequeno. Quase nada.
Comi um pastel de minhoca.
Peidei um certo aroma de jasmim.
Algumas coisas acontecem com o meu braço quando escreve sobre animais.
O braço abraça a barca da loucura onde um esqueleto é o capitão.
Enquanto ele comanda o leme eu vou remando contra o vento e a maré.
Alguma ilha quer encontrar.
Diz alguma coisa sobre mim e a maré e a mosca e a tarântula. A borboleta não precisa.
Silencio.
Ela voa.

Wednesday, August 01, 2007

1 Comment:

cássio amaral said...

casamento perfeito: poema e tela.

o desfecho do poema me bateu e achei-o muito bom.

a tela rod é um estilhaço, uma coisa que casa com os versos.

 
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