Friday, May 29, 2009

POEMA PARA MEU IRMÃO BRUNO DEPOIS DO ELETROCHOQUE.


deixar ir
cacto adentro
espinho
nó embutido
pela pele
algum aroma
de sangue
relatos de magnésio
restos mortais
de um ex-poeta
embrulho
enguia
Bruno
café com leite

depois de tudo
o amanhecer

1 comment:

  1. Anonymous12:16 AM

    lindíssimo e sentido.

    susana

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