Tuesday, March 11, 2008

AUSÊN&CIA.

Eu falto de mim alguns dias
Não vou a encontros marcados
Em certos horários
Estou tão ocupado comigo
Que sinto de mim uma falta
Sou eu mesmo quem me mata

Desato o nó da gravata
E deixo assim habitado
Meu mundo cheio de abismos
Flutuando no limbo saudável
De mais uma nova cura
Pois quando não estou em mim
É que sinto a sua falta
Sei que a miragem flutua
Na minha alma
Quando passa a ser tua

3 comments:

  1. Anonymous8:25 AM

    ausência de nos mesmos
    é pausa no sofrimento
    é descanso da mente

    amor é miragem
    aparece e desaparece
    nossa alma padece

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  2. Anonymous4:17 PM

    lindo

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  3. Anonymous6:33 PM

    nossa, Rodrigo,
    redondo, redondo, uma redondilha de todas as pílulas.

    gostei muito.
    pra mim o poema podia parar e abismos e ficar pendendo, nesse verso.
    bom mesmo.
    [nara]

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